Veja quando cai o quinto dia útil de março de 2026

O quinto dia útil de cada mês é um ponto de referência que influencia tanto a rotina das empresas quanto a vida financeira de milhões de brasileiros.

calendário 2026
Calendário 2026 - Foto: Pixabay

O quinto dia útil de março está chegando e muita gente já está se perguntando quando ele cairá.

No Brasil, o quinto dia útil de cada mês representa um marco legal estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), funcionando como prazo máximo para que as empresas realizem o pagamento de salários.

Essa data é importante para milhões de trabalhadores, pois garante previsibilidade na organização financeira pessoal e familiar, além de servir como referência para o planejamento de contas e compromissos.

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Quando cai o quinto dia útil de março?

Em março, o quinto dia útil será na sexta-feira, 6/3. Para calcular essa data, é preciso considerar que os dias úteis, segundo a legislação trabalhista brasileira, incluem de segunda-feira a sábado, mas excluem domingos e feriados.

Por isso, mesmo que o mês comece em um domingo ou tenha feriados logo nos primeiros dias, a contagem pode variar, tornando essencial observar o calendário com atenção.

Sábado conta como dia útil?

No Brasil, a jornada padrão de trabalho é de 44 horas semanais, distribuídas entre segunda e sábado. Isso faz com que o sábado seja considerado dia útil para fins trabalhistas, ainda que em alguns setores, como o bancário, ele não seja tratado como tal.

Essa diferença é relevante porque, embora o quinto dia útil possa cair em um sábado, os bancos não funcionam nesse dia, o que impacta diretamente pagamentos e transações financeiras.

Por esse motivo, muitas empresas optam por antecipar o pagamento de salários para a sexta-feira anterior, garantindo que os trabalhadores recebam dentro do prazo legal e possam organizar suas finanças sem contratempos.

E se o pagamento não for feito até essa data?

Se o pagamento não for realizado até o quinto dia útil, a empresa entra em mora salarial, o que gera o direito imediato à correção monetária sobre o valor devido.

Segundo a Súmula 381 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), se o atraso ultrapassar o mês subsequente ao prestado, o índice de correção deve incidir a partir do dia 1º, e não apenas do quinto dia útil.

Além disso, o empregador pode ser obrigado a pagar multas previstas em convenções coletivas da categoria.

No campo administrativo, o atraso expõe a empresa a multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego durante fiscalizações. O trabalhador que se sentir prejudicado pode formalizar uma denúncia anônima ou buscar assistência sindical.

Vale destacar que, embora um atraso isolado de poucos dias raramente gere indenizações por danos morais automáticas, a reincidência ou o atraso prolongado que comprometa a subsistência do funcionário costuma ser punido pela justiça.

Em situações de atrasos frequentes ou superiores a dois meses, o empregado pode ingressar com uma ação de rescisão indireta do contrato.

Isso permite que o trabalhador saia do emprego recebendo todas as verbas rescisórias como se tivesse sido demitido sem justa causa, incluindo os 40% do FGTS e o seguro-desemprego.

É o reconhecimento jurídico de que a empresa descumpriu sua obrigação principal, tornando insustentável a manutenção do vínculo.

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