Aposentados e pensionistas do INSS têm pouco tempo para contestar os descontos associativos indevidos nos benefícios.
O prazo original se encerraria em 14 de novembro, mas o Ministério da Previdência Social ampliou primeiro para 14 de fevereiro, garantindo que todos os segurados afetados pudessem registrar seus pedidos.
Por fim, o prazo foi estendido mais uma vez e quem não contestar dentro desse período pode perder o direito ao ressarcimento dos valores descontados.
Quando termina o prazo e como funciona?
O prazo para o ressarcimento simplificado termina em 20 de março. O processo funciona assim: o segurado identifica o desconto indevido no extrato do Meu INSS e solicita a exclusão da mensalidade associativa.
Após o pedido, a entidade responsável tem um prazo de 15 dias úteis para apresentar o comprovante de autorização assinado pelo beneficiário; caso não consiga provar a regularidade, o sistema libera a proposta de devolução dos valores.
Para quem perder a data ou não aceitar o acordo proposto pela associação, o caminho para reaver o dinheiro passa a ser exclusivamente a via judicial, que costuma ser mais lenta e burocrática.
Como contestar os descontos?
É possível contestar descontos indevidos pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios. Pelo aplicativo Meu INSS, siga este passo a passo:
- Acesse com CPF e senha;
- Vá em “Mais Serviços” e depois em “Mensalidade Associativa”, dentro de “Atualização de Benefício”;
- Em seguida, selecione “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.
- Na tela aparecerá o nome da entidade e as opções para informar se você autorizou ou não o débito. Ao clicar em “não autorizei”, a mensagem de confirmação aparecerá e o pedido estará registrado.
Vale lembrar que há ainda grupos com direito ao ressarcimento automático, sem necessidade de contestação: indígenas, quilombolas e idosos com 80 anos ou mais recebem o ressarcimento de forma automática na folha de pagamento.
Operação sem Desconto
A Operação Sem Desconto desvendou fraudes bilionárias em convênios do INSS.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela CGU em 2025 revelaram irregularidades em acordos de cooperação que permitiam descontos sem autorização, provocando mudanças na cúpula do órgão.
O último balanço oficial aponta que 6,3 milhões de pessoas já contestaram os débitos, mas ainda restam cerca de 777 mil beneficiários aptos a negociar a restituição.
Para quem opta pelo acordo, o pagamento dos valores com correção ocorre de forma ágil, sendo depositado em apenas três dias úteis.
Aplicativo falso promete reembolso do INSS
Na reta final do prazo para contestação, o INSS emite um alerta importante: criminosos estão usando um aplicativo falso chamado “INSS Reembolso” para aplicar golpes em aposentados e pensionistas.
O programa malicioso, identificado pela empresa de cibersegurança Kaspersky como BeatBanker, é distribuído por links que direcionam a vítima para uma loja falsa da Google Play Store.
Uma vez instalado, o app permite controle total do celular: acesso remoto, espionagem de aplicativos bancários, redirecionamento de transações para contas de golpistas, captura de senhas, gravação de áudio e vídeo pela câmera e monitoramento de localização via GPS.
O Instituto orienta a população a não instalar aplicativos fora das lojas oficiais e a desconfiar de qualquer serviço que prometa reembolsos por meio de links ou páginas não oficiais.
Lembre-se: toda a comunicação do INSS é feita exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS, pelo site gov.br/inss, pela Central 135 e pelas agências dos Correios (nunca por SMS, links avulsos ou mensagens em aplicativos de conversa).

