Nesta semana, o céu será palco de um espetáculo impressionante: um eclipse lunar total, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”.
O fenômeno, que deixará a Lua com um tom avermelhado, poderá ser observado em grande parte das Américas e promete encantar astrônomos e curiosos.
De acordo com informações da NASA, trata-se de um evento previsível e periódico, resultado da interação entre a Terra, o Sol e o satélite natural, com o próximo previsto apenas para 2028.
Eclipse lunar total de março
O eclipse lunar total ocorrerá nas primeiras horas da manhã de 3 de março, marcando a última lua cheia do inverno no Hemisfério Norte, conhecida como “Lua da Minhoca”, em referência ao início da primavera.
Durante o evento, a Terra se posicionará entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite.
Esse alinhamento faz com que a luz solar atravesse a atmosfera terrestre, filtrando os tons azulados e permitindo que apenas os vermelhos iluminem a superfície lunar, criando a chamada “Lua de Sangue”.
Estágios do eclipse lunar total
Segundo a NASA, o evento terá duração aproximada de cinco horas, mas o período em que a Lua ficará totalmente avermelhada será mais curto: cerca de 58 minutos.
Esse ápice se dará por volta das 08h04 no fuso de Brasília, quando o fenômeno estará visível em diversas regiões do planeta. Confira todos os horários:
🌘 03h44 – Início da penumbra
A Lua começa a atravessar a penumbra da Terra, a parte mais externa da sombra. O escurecimento é discreto e difícil de perceber sem instrumentos, mas marca o começo do fenômeno.
🌓 04h50 – Eclipse parcial
A sombra mais escura, chamada umbra, passa a cobrir o satélite. Nesse estágio, parece que um pedaço da Lua está sendo “mordido”, e a área encoberta fica visivelmente mais escura.
🌑 06h04 a 07h03 – Totalidade
A Lua entra completamente na umbra e assume a famosa tonalidade vermelho-acobreada. Esse é o momento mais impressionante do eclipse, quando o satélite ganha a aparência da chamada “Lua de Sangue”.
🌔 08h17 – Fim do parcial
A sombra começa a se dissipar e a Lua retorna gradualmente ao seu brilho natural. A transição dá a sensação de que o disco lunar está sendo “liberado” pela sombra terrestre.
🌕 09h23 – Fim do eclipse
O satélite deixa a penumbra e volta ao seu aspecto normal. O espetáculo astronômico chega ao fim, encerrando mais uma rara oportunidade de observar a mecânica celeste em ação.
A observação deste eclipse pode ser feita a olho nu, mas quem utilizar binóculos ou telescópios poderá ter uma experiência mais detalhada.
Visibilidade no Brasil e no mundo
Embora o eclipse seja total em áreas como o leste da Ásia, Austrália e Nova Zelândia, em outras partes do planeta, como América do Sul e Ásia Central, ele será apenas parcial ou até imperceptível.
No Brasil, a observação será limitada: nas regiões Norte e Centro-Oeste, será possível acompanhar brevemente o início da fase parcial antes do amanhecer, enquanto no Sul, Sudeste e Nordeste o fenômeno se manifestará de forma penumbral, quase invisível.
Já em locais como o leste da América do Norte e extremo oeste da América do Sul, o eclipse terminará após o pôr da Lua, dificultando a visualização completa.

