Dados da ANA mostram como está o nível do Rio São Francisco em Carinhanha

Com as chuvas típicas de fevereiro, nível do rio permanece elevado. Em Carinhanha, ele permanece acima da Cota de Inundação.

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Nível do Rio São Francisco em Carinhanha - Imagem: SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL - SGB

O monitoramento hidrológico realizado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que o Rio São Francisco apresenta níveis elevados em boa parte de sua extensão neste mês.

O cenário é típico do período chuvoso, mas o volume acumulado nas cabeceiras tem mantido o rio em “caixa cheia”, ou seja, em nível máximo nos leitos menores, em diversos municípios ribeirinhos.

De acordo com o último boletim do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio São Francisco (SAH São Francisco), referente à última quarta-feira (11), o nível do rio superou a marca de segurança, entrando na faixa de transbordamento.

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Nível do Rio São Francisco em Carinhanha

Nível do Rio São Francisco em Carinhanha
Nível do Rio São Francisco em Carinhanha – Imagem: SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – SGB

Ainda no mesmo boletim, com base nos registros da estação de monitoramento de Carinhanha — que é o ponto de referência para a calha do Médio São Francisco — o nível do rio atingiu 563 cm (5,63 metros) na noite de quarta-feira.

Isso coloca o rio 63 centímetros acima da Cota de Inundação. De acordo com o SAH São Francisco, para o município e entorno, a cota de alerta seria de 440 cm, enquanto a de inundação de 500 cm.

O gráfico de monitoramento dos últimos 15 dias mostra que o São Francisco vem mantendo uma média elevada. Carinhanha, por sua vez, teve um pico registrado no início do mês, que chegou próximo aos 6 meses.

Mesmo assim, para o sistema de alerta, a previsão é de que o nível acima da cota de inundação caia lentamente, podendo atingir a cota de 550 cm na manhã desta sexta-feira (13). Posteriormente, porém, espera-se uma nova elevação gradual do nível.

Situação dos reservatórios

O cenário atual do Rio São Francisco é reflexo do volume de chuvas nas cabeceiras e nos principais afluentes. Por sua vez, o comportamento da calha principal do rio, ou seu leito menor, é influenciado pela operação dos seus reservatórios, que apresentam as seguintes condições:

  • Três Marias (MG): principal regulador do Alto São Francisco, o reservatório está operando em Faixa Normal, com Volume Útil de 79,24%, com base em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A usina tem recebido um volume de água significativo, mas mantém uma liberação controlada. Isso impede que o nível do rio suba ainda mais nas cidades baianas;
  • Sobradinho (BA): o maior reservatório da bacia está em Faixa de Atenção, operando com 52,74% do seu Volume Útil;
  • Itaparica (BA): já o reservatório Luiz Gonzaga está operando com 40,07% do seu Volume Útil. Por ser a menor quantidade, oferece uma margem de manobra para gerenciar o volume do rio, mesmo com os níveis elevados, típicos de um fevereiro chuvoso.

No geral, a bacia está com 96,90% da sua capacidade de armazenamento de energia, em relação ao que era esperado para o período.

Recomendações

Com o rio 63 cm acima do nível de transbordamento, as recomendações valem idealmente para os ribeirinhos, que devem ter atenção redobrada para a retirada de animais e equipamentos de áreas de vazante.

Além disso, é essencial tomar cuidado com a força da correnteza e com detritos, como troncos e galhos, que podem ser arrastados pela cheia.

No mais, vale acompanhar com frequência os boletins oficiais, já que novas chuvas podem alterar a curva de descida do rio, especialmente em Minas Gerais.

A situação segue sendo monitorada 24 horas por dia pelos órgãos competentes para garantir a segurança das cidades ao longo da calha do Rio São Francisco.

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