A semana em Carinhanha (BA) foi marcada por tempo abafado, com altos índices de umidade e temperaturas máximas em torno dos 31°C. As condições ficaram relativamente estáveis, com poucas aberturas de sol e muita nebulosidade ao longo dos dias.
Até esta sexta-feira (20), a cidade já havia acumulado 72 mm de chuva no mês de março, o equivalente a 76% da média histórica mensal, que é de 95 mm.
Vai chover no fim de semana em Carinhanha?
O fim de semana não deve trazer alívio para quem espera dias de sol. A previsão da Climatempo indica pancadas de chuva e trovoadas já a partir deste sábado (21), com 56% de chance de precipitação e acumulado estimado em 0,6 mm. A máxima fica em 31°C, mas a sensação de abafamento deve permanecer.
Já no domingo (22), a probabilidade de chuva sobe para 70%, com acumulado previsto de 6,6 mm. As precipitações devem ocorrer em diferentes períodos do dia, com máxima de 29°C e umidade chegando a 100%. Quem pretende sair de casa precisa estar preparado para chuvas rápidas e intensas.
A tendência é de que esse cenário se intensifique ainda mais ao longo da semana. Na segunda-feira (23), a previsão aponta 10,8 mm de precipitação, com 89% de chance de chuva, o maior índice do período.
Na terça (24), o acumulado pode chegar a 20,9 mm. Os moradores devem redobrar a atenção, especialmente em áreas sujeitas a alagamentos.
Outono começa neste sábado
Não é à toa que o fim de semana chega carregado de chuva: o verão está se despedindo do Brasil. O outono começa oficialmente neste sábado (21), às 11h45, e se estende até 21 de junho.
A troca de estações costuma marcar uma redução gradual das chuvas no interior do Nordeste, mas isso não deve acontecer de imediato em Carinhanha.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para o outono indica maior volume de chuvas na região Norte do país, enquanto Nordeste e Sudeste devem registrar precipitações abaixo da média ao longo da estação.
Em boa parte do Brasil, as temperaturas devem ficar cerca de 0,5°C acima do habitual, e a região Sul pode sentir o calor mais intensamente, com termômetros até 2°C acima da média histórica.
O fenômeno El Niño também deve fazer sua aparição durante os próximos meses, contribuindo para elevar ainda mais o calor em diversas regiões do país.
El Niño e seus efeitos no Brasil
O El Niño é uma anomalia climática provocada pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa variação de temperatura desregula a circulação de ventos e umidade ao redor do globo, com consequências sentidas em diferentes continentes.
O fenômeno é acompanhado de perto por órgãos internacionais, entre eles a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), que utiliza uma rede de satélites e boias distribuídas pelo oceano para monitorar sua evolução, prever a intensidade dos episódios e emitir alertas com antecedência.
No Brasil, os impactos se manifestam de formas distintas dependendo da região. Norte e Nordeste costumam sofrer com a escassez de chuvas, o que compromete a produção agrícola, reduz o nível dos rios e agrava a situação hídrica das populações locais.
Por outro lado, o Sul do país tende a receber volumes de precipitação acima do normal, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos.

