O céu desta terça-feira (17) está sendo palco de um eclipse solar anular, conhecido popularmente como “anel de fogo”. O fenômeno acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não consegue encobrir totalmente a estrela.
Como resultado, forma-se um contorno luminoso ao redor da silhueta escura do satélite, criando um visual marcante.
Esse efeito ocorre porque a Lua estará em uma posição mais distante do nosso planeta, parecendo ligeiramente menor do que o Sol e deixando visível um círculo de luz ao seu redor.
Onde será possível ver o eclipse solar anular?
De acordo com a NASA, o eclipse solar anular terá visibilidade total apenas na Antártida. Já o fenômeno em formato parcial poderá ser observado em regiões da África, da América do Sul e em áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.
Pelo horário de Brasília, o evento acontece até as 11h27, período que inclui todas as fases, do início ao término. O ponto de maior intensidade ocorre no meio desse intervalo, quando a Lua encobre a maior parte do disco solar.
Principais eventos astronômicos de 2026
Alinhamento planetário: 28 de fevereiro
Logo após o pôr do sol, seis planetas poderão ser vistos no céu: Mercúrio, Vênus, Netuno, Saturno, Urano e Júpiter.
Quatro deles tendem a ser percebidos sem instrumentos, enquanto Urano e Netuno exigem o uso de equipamentos ópticos. É uma das melhores ocasiões do ano para observar vários astros ao mesmo tempo.
Eclipse lunar total: 3 de março
Nesse dia, a Terra ficará posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural e criando o conhecido tom avermelhado.
O fenômeno será mais perceptível na América do Norte e acontece nas primeiras horas da manhã, pouco antes do nascer do sol.
Lua Azul cheia: 31 de maio
O final de maio trará uma segunda lua cheia dentro do mesmo mês, algo raro no calendário lunar.
Apesar do nome, o astro não muda de cor; a expressão apenas indica a repetição do fenômeno em um curto período. Em 2026, isso fará com que o ano tenha 13 luas cheias.
Conjunção de Vênus e Júpiter: 8 e 9 de junho
Os dois planetas mais brilhantes do céu noturno aparecerão muito próximos um do outro, formando uma dupla fácil de localizar. A proximidade aparente permitirá a observação sem a necessidade de telescópio.
Chuva de meteoros Perseidas: 12 e 13 de agosto
Considerada uma das chuvas mais aguardadas do ano, deve apresentar ótimas condições de observação, já que a fase da Lua não deve atrapalhar tanto a visibilidade. Riscos luminosos poderão ser vistos em várias partes do mundo durante a madrugada.
Chuva de meteoros Geminídeos: 13 e 14 de dezembro
Outro espetáculo anual acontece perto do fim do ano. Conhecidos por traços luminosos que cortam o céu com frequência, esses meteoros costumam ser melhor vistos após a meia-noite, quando o céu está mais escuro.
Superlua: 24 de dezembro
Na véspera de Natal, a Lua cheia estará em uma posição mais próxima da Terra, parecendo maior e com brilho mais intenso.
Esse efeito ocorre quando o satélite se aproxima do ponto de menor distância em sua órbita ao redor do planeta.

